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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Filme dinamarquês exibe história de luta contra tirania em orfanato

Exibido na 40ª Mostra Internacional de Cinema, Quando o Dia Chegar (Der Kommer en Dag) tem estreia nacional prevista para 10 de novembro. Sob a direção de Jesper W. Nielsen, o longa conta com Sofie Gråbøl e Lars Mikkelsen no elenco, o ator, inclusive, interpretou um presidente russo na série House of Cards. 

Imagem/California Filmes
Baseado em acontecimentos reais, o filme dinamarquês é ambientado na Kopenhagen de 1967 e  narra a trajetória de dois irmãos órfãos levados para o orfanato Gudbjerg, no local, os jovens irão se deparar com um sistema disciplinar violento, marcado por abusos físicos e psicológicos. 

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Imagem/California Filmes

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Imagem/California Filmes
Para resistir a tanto sofrimento, Elmer buscará na imaginação forças para viver e lutar, já Erick irá encontrar toda a coragem que precisa para juntos tentarem escapar da instituição, em meio a isso, passaram a liderar uma rebelião contra a tirania exercida pelo diretor Frederick Heck.


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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

(Review) Harry Potter para adultos: Marvel é bem-sucedida e mantém padrão de qualidade com Doutor Estranho

Sob a direção de Scott Derickson, Doutor Estranho exibe um roteiro repleto de diálogos cativantes e condizentes com a proposta mais reflexiva da trajetória do herói, mas sem abrir mão da ação física ou mesmo das pitadas de comédia exigidas em filmes do gênero. Neste sentido, a questão do tempo como foco da narrativa também está presente na ótima performance do elenco.  

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Imagem/Disney

No longa, Dr. Stephen Strange é um neurocirurgião de talento muito acima da média, prestigiado e dono de um ego inflado, ele sofre um acidente e toda a certeza de antes agora dará lugar a um novo caminho. Na busca pela cura, ele seguirá em uma viagem de autoconhecimento e irá se deparar com um universo muito além da percepção humana.

Desde a primeira cena, a ação física peculiar às histórias de super-herói está presente, aliás, balancear isso com a retórica existencialista da trama é um trabalho bastante difícil, porém, bem executado pelo diretor. Ele consegue o equilíbrio entre as características mais reflexivas da narrativa e as sequências de combate, além disso, também concede espaço a uma espécie de humor recorrente em tais blockbusters.

Destaque para os diálogos travados entre as personagens de Tilda Swinton e Benedict Cumberbatch, além de serem instigantes, estas cenas destacam o belo trabalho de condução do elenco em um visível cuidado com o timing, aliás, os responsáveis pela seleção dos artistas merecem crédito. Da mesma forma, a opção por Chiwetel Ejiofor e Rachel McAdams é acertada e eles seguem convincentes.

"Pensamentos moldam a realidade" e "silencie o ego", frases como estas representam a temática desta aventura das HQs adaptada ao cinema. Nesta linha, a discussão sobre vida e morte revela uma relação com o tempo a ser concebida sob uma outra consciência pelo mago. Em meio a tantos aprendizados, a experiência sobre a dimensão espelhada e o desdobramento astral são importantes no combate ao vilão e, por conseguinte, evidenciam o empenho da equipe de computação gráfica.

Em suma, a riqueza dos efeitos visuais, o uso de elementos de comicidade como a capa mágica do protagonista ou até mesmo as referências à cultura pop, revelam um contraponto ao teor existencialista da franquia, cheia de potencial para se tornar um Harry Potter dos adultos. Doutor Estranho não traz grandes inovações, mas atende ao alto padrão de qualidade da Marvel. Vale a pena conferir, recomendo.
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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

(Review) 'O Vale do Amor' marca encontro entre dois grandes nomes e rende curiosa mistura entre realidade e ficção

Com roteiro e direção de Guillaume Nicloux, O Vale do Amor exibe narrativa marcada por elipses, imagens do deserto da Califórnia, além de experimentações nas formas de conduzir o olhar. O drama investe na mistura entre realidade e ficção ao retratar Gérard Depardieu e Isabelle Hupert como personagens de si mesmos.

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Imagem/ Imovision
Após longos anos sem se ver, Gérard e Isabelle precisarão se reencontrar para atender ao último desejo do filho. Michael cometeu suicídio, mas não sem antes deixar rigorosas instruções a serem seguidas pelos pais em pleno Vale da Morte, um ambiente inóspito com temperaturas altíssimas, por volta dos 50ºc. 

Na trama, os artistas adotam os próprios nomes e os aspectos pessoais passam a ser explorados de modo explícito pela ficção, tal como o diálogo travado entre Hupert e Depardieu sobre a relação dele com a bebida. Da mesma forma, o fato do ator estar acima do peso é assunto e, sem qualquer espécie de pudor, essa condição é ressaltada.

O jeito bonachão e rústico dele se opõe a contenção de Hupert, tomada por um sentimento de culpa feroz pela morte do rebento. Neste sentido, o cineasta, com apoio do fotógrafo Christopphen Offenstein, também trabalha a tensão em sequências pontuais sob um ponto de vista que acompanha os passos dos protagonistas de costas para a câmera, uma sensação de curiosidade ou mesmo aflição pode ser provocada por esse artifício.

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Imagem/Imovision
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Imagem/Imovision
A opção pelos planos gerais do cenário desértico resulta em belas imagens, mas também colabora para a construção de uma narrativa mais estática com paisagens livres de muita movimentação, feito uma fotografia. Mesmo com a opção constante pelas elipses, ou seja, a pressuposição ou omissão de certas informações com um corte para a cena seguinte, o segundo ato tende a uma maior lentidão.

Todavia, o investimento nas pitadas de humor cheias de crítica, os enquadramentos de câmera e recortes de luz, assim como as cores vivas de objetos cênicos ou figurinos em contraponto a locação são pontos assertivos e merecem destaque. Talvez, o drama pudesse ser mais explorado e as elipses pudessem dar espaço a algumas cenas mais elucidativas, aliás, Hupert acerta no tom e concede uma credibilidade cativante para a história.

Não é novidade trazer atores para interpretarem a si mesmos, mas são dois grandes nomes do cinema francês em ação, O Vale do Amor poderia ser menos fragmentado, entretanto, é uma obra de diretor com experimentações estéticas e reflexões ricas sobre a vida humana, esta permeada por medos, ressentimentos, culpas e perdas, mas com a perspectiva do amor como a maior certeza.


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quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Ponto de vista sobre novo filme de Fede Alvarez

Acesse o É Cinematográfico no YouTube e confira a crítica de O Homem nas Trevas, filme dirigido por Fede Alvarez e protagonizado por Stephen Lang. 

Imagem/Sony Pictures

Confira o vídeo


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