Origem

O ‘É Cinematográfico’ surgia em 2011 durante a graduação do editor Gustavo Rocha em Estudos de Mídia, na Universidade Federal Fluminense. O experimento se constituía como uma oportunidade de relacionar o aprendizado do curso com a experiência obtida nos estágios no setor de jornalismo na Superintendência de Comunicação da instituição de ensino e, posteriormente, na UFF Imagem.

A vontade de aprimorar-se veio com a posterior ingresso na faculdade de jornalismo, mas ainda assim o É Cinematográfico funcionava como um simples gerenciador de conteúdo na plataforma blogger. Um projeto de iniciativa independente criado com o objetivo de pôr em prática os conhecimentos teóricos adquiridos na produção de conteúdo relacionado ao universo cinematográfico.

Trajetória e formatação

Ao invés de um diário público ou algo mais acadêmico, foi feita a opção por um blog segmentado por conta de uma necessidade de reunir estudo e o prazer na escrita de um cinéfilo. A curiosidade do pesquisador e a vontade de comunicar-se do jornalista aliadas ao incansável flerte com o métier artístico, aspecto bastante marcante nos trabalhos como fotógrafo e roteirista.

Uma miscelânea também presente nos textos redigidos para o site, estes em constante metamorfose, desde o investimento despretensioso no senso de humor, passando por reflexões mais condizentes com o perfil acadêmico e hoje com uma linguagem melhor elaborada. Nestas transformações, as técnicas do jornalismo serviram como um norteador imprescindível.

É Cinematográfico não se resume a um veículo de pulverização de blockbusters, muito menos a um meio constituído para inserção de comentários infundados sobre o trabalho alheio, mas  um ambiente propício para a apreciação, reflexão e críticas fundamentadas, porém, sempre com o intuito principal de enaltecer o audiovisual.

Mesmo no início, sempre busquei ressaltar os aspectos positivos das produções cinematográficas, todavia, não podia me abster de opinar sobre os longas assistidos e também discorrer sobre os aspectos mais frágeis das obras, mas sempre tive muito respeito e admiração pelo cinema de diretor. Aliás, o meu primeiro texto foi sobre o filme A pele que habito, de Almodóvar.

Entre idas e vindas causadas por inconstâncias da vida e também pela frustração diante da dificuldade de reverberação do conteúdo no ciberespaço , É Cinematográfico só tomou novo fôlego em 2015 com um layout mais caprichado e um domínio personalizado.

Investir é preciso, experimentar é essencial

Em meados de novembro de 2016 foi preciso migrar o conteúdo para uma plataforma mais profissional, pois com o nome já conhecido e maior credibilidade junto a grande parte das assessorias de imprensa do ramo, tornava-se imprescindível uma estrutura mais sólida.

Aliás, ser responsável pela editoração, redação e também pela parte técnica de inserção de um veículo no meio online é algo complicado e desgastante, mas não deixa de ser um grande aprendizado.

Neste sentido, a experimentação tem sido algo inerente a este jornalista e, por conseguinte, ao site. Além do curso regular nos tempos de UFF, a busca pelo aprendizado se deu em cadeiras eletivas nos cursos de Cinema e Publicidade. A busca pela inserção no mercado inspirou uma nova graduação, agora em jornalismo.

Os cursos na Sociedade Fluminense de Fotografia e na Academia Internacional de Cinema fizeram parte dessa busca pelo saber, mas ainda seria preciso investir em processos mais imersivos. No segundo semestre de 2016, a trajetória no audiovisual resultou em um projeto experimental no formato de documentário, este apresentado como requisito fundamental para a aquisição do diploma.

A partir das experiências vividas, o respeito pelos profissionais de cinema somente cresceu, assim como a necessidade de contribuir ainda mais com a produção independente. Tais mudanças poderão ser acompanhadas ao longo de 2017, todavia, as resenhas críticas seguem com importância, felizmente, com textos melhorados, escritos por um profissional mais maduro.