‘A Casa dos Sonhos’: família é sonho de consumo mas isso não é suficiente para o filme engrenar

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Editor de livros, vivido por Daniel Craig, decide abandonar o emprego desgastante e a vida em Nova York, para se dedicar a vocação de escritor e a sua família. A partir daí, acontecimentos estranhos conferem uma atmosfera de desconfiança e temor à trama. O que proporciona uma ótima sequência de susto, mas Infelizmente isso não é recorrente na narrativa.
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Imagem/Warner Bros. Pictures

O filme, dirigido por Jin Sheridan, se perde em diversos aspectos, e isso se estende ao elenco, Rachel Weisz que vive a esposa dedicada, parece estar no automático e Daniel Craig investe na mesma expressão (a la James Bond) a maior parte do tempo. De qualquer forma, faltou direção e um roteiro bem amarrado.

Em determinadas sequências, o filme parece beber na fonte de Os Outros (2001), longa dirigido por Alejandro Amenábar e protagonizado por Nicole Kidman. Mas ao contrário do seu antecessor, A Casa dos Sonhos não obtém o mesmo êxito. Em outros momentos lembra Ghost (1990), mas sem a comédia ou o roteiro original.

Para quem não é adepto da cultura cinematográfica o filme pode surpreender, como ao rapaz na sala de exibição que exclamou “Sinistro!”. Mas a partir do momento da revelação tudo é previsível, até para quem não tem o hábito de assistir a filmes.

A história cativa com a representação do ideal familiar, e o desfecho óbvio conforta os telespectadores que torcem pelo pai e sua família. Quando for assistir ao filme, não deixe de comprar um belo balde de pipoca.

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