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Lágrimas e risos, Devoradores de Estrelas investe em mescla cativante

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Dirigida por Phil Lord e Christopher Miller, a ficção científica ‘Devoradores de Estrelas’ exibe uma mistura inteligente de drama e comédia. Além disso, o roteiro é marcado por flashbacks e reviravoltas.

Imagem/Sony Pictures

Na trama, as estrelas do universo passam a ser tomadas por pontos pretos, consequentemente, o sol também apresenta esse problema. Logo, a energia emanada por ele começa a ser bloqueada. Tal fenômeno gera uma diminuição gradativa da temperatura nos planetas, o que ocasionaria um caos na Terra.

Ao longo das 2 horas e 36 minutos de exibição, o espectador acompanha a árdua tarefa de Grace (Ryan Gosling). Ele é um professor de ciências dedicado imbuído de uma missão extraordinária a favor da humanidade. Nesse trajeto, acontece o encontro comovente com uma criatura alienígena. Consequentemente, tal evento irá transformar o destino dele e de toda a vida no universo.

Tragédia anunciada e reviravoltas emocionantes

Ângulos diferenciados de câmera dão o tom da experiência em uma nave espacial, o protagonista é apresentado em meio a uma situação trágica. Aos poucos, a narrativa revela a personalidade e objetivos desse homem. Dessa forma, o herói da história é humanizado e, aos poucos, demonstra uma faceta vulnerável.

Vale destacar que o longa é dos mesmos produtores de ‘Perdido em Marte’ (2015). Sendo assim, há um empenho na exibição de dados científicos capazes de proporcionar maior veracidade e há um notório investimento no humor. Porém, nesta nova ficção, os sentimentos são ainda mais aflorados e as situações tendem a ser mais divertidas e extremamente comoventes, inclusive, a ponto de provocar lágrimas.

Neste sentido, o processo de humanização da figura alienígena, chamada Rocky, ocorre de modo engenhoso em sinergia com Grace. No decorrer da trajetória, a conexão entre os personagens é solidificada de forma intensa. Portanto, constrói-se o vinculo entre as figuras centrais e isso é estendido ao espectador.

Quanto à forma, a narrativa opta pelo uso de flashback, eis um risco pois tal estratégia tende a quebrar o ritmo. Em contrapartida, os roteiristas utilizam ganchos de interesse no tempo passado, ou seja, o interesse é mantido e a curiosidade é aguçada sobre o que teria acontecido logo em seguida.

Toda a intensidade à caminho do clímax é marcada por mudanças repentinas diante de situações inesperadas. Portanto, a audiência é levada nessa jornada repleta de guinadas rumo ao desconhecido.

Tributo ao gênero ficção científica

Apesar da produção ser uma adaptação do livro de Andy Weir, o longa-metragem presta uma reverência a títulos do cinema como ‘Contatos Imediatos de Terceiro Grau’ (1977) e ‘E.T. O Extraterrestre’ (1982). Felizmente, estamos diante de uma obra pensada para um público mais maduro.

‘Devoradores de Estrelas’ adota um ritmo mais lento no primeiro ato e assim foge de uma tendência mais enxuta, típica do cinema mainstream. No decorrer da narrativa, o filme captura a atenção daqueles ávidos por informações daquele universo extraordinário. Não obstante a isso, também cativa os indivíduos envolvidos emocionalmente com a relação fraterna construída em tela. Enfim, vale a pena conferir. Recomendo!

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