Equilíbrio não é o forte deles, mas com certeza, eles vão te conquistar

Compartilhe

Fora do padrão, desequilibrados, nervosos, mas apaixonantes; assim poderiam ser descritos os personagens centrais de O Lado Bom da Vida. Sob a direção e roteiro de David O. Russell, a história adquire uma atmosfera crível e acerta ao tratar de assuntos sérios com um humor leve e por vezes, escondidos nas entrelinhas. Aliás, a leveza é realçada pelos movimentos de câmera, um verdadeiro êxito de conteúdo e forma.
O-Lado-Bom-da-Vida
Imagem/Paris Filmes

Na trama, Pat (Bradley Cooper) sai de uma clínica psiquiátrica, após um surto de violência e tenta recomeçar a vida, mas não consegue esquecer a ex-esposa. Ele contará com o apoio de uma família ‘peculiar’ e conhecerá a intrigante Tiffany (Jennifer Lawrence), um encontro que mudará a vida de todos. Assim é O Lado Bom da Vida, uma comédia romântica, com status de drama.

Responsável pelo reverenciado O Vencedor (2010), também nominado nas principais categorias do Oscar de 2011, David O. Russel realiza um trabalho incrível neste novo título, ele acerta tanto na forma, quanto no conteúdo. Desde o uso criativo da câmera, salientado pelas possibilidades de uma steadicam (equipamento de filmagem), passando pelo roteiro bem adaptado até a direção impecável que conta com um elenco de primeira grandeza.

Bradley Cooper, Jacki Weaver, e Robert De Niro – Imagem/Paris Filmes

Não é à toa que Bradley Cooper, Jennifer Lawrence, Robert De Niro e Jacki Weaver concorrem pela estatueta dourada da 85ª edição do Oscar. Aliás, O Lado Bom da Vida foi nominado na categoria melhor filme e pode render o prêmio de direção e roteiro a David O. Russell.

Descontrole: um olhar bem humorado sobre todos nós

Risos, algumas lágrimas e uma história que fala de amor e superação, mas que também revela um lado desequilibrado, que em maior ou menor intensidade, já fez ou faz parte da vida de muitos. Nas dificuldades de comunicação e até nos momentos de surtos como o do personagem de Bradley Cooper, as fraquezas são expostas, mas com elas também é possível constatar a beleza da espécie humana.

Nas atitudes que a razão não compreende, nas palavras confusas que soam como um pedido de ajuda, no sorriso acanhado ou no olhar que apenas pede para ser amado; o longa-metragem mostra que por mais difícil que possa parecer, é possível enxergar o lado bom da vida.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *