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‘Cadáver’: necrotério e exorcismo em narrativa pouco eficiente

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Dirigido por Diederik Van Rooijen, ‘Cadáver’ parte de uma ideia promissora ao adotar um necrotério como cenário para um longa de terror, todavia, o filme não se desenvolve de forma fluída. Com poucas cenas de susto e alguns ataques violentos por parte de um ser nefasto, o aspecto sobrenatural soa genérico e, por vezes, serve de pano de fundo para uma história de superação.

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Imagem/Sony Pictures

Na trama, Shay Mitchell vive a ex-policial Megan Reed afastada do ofício e agora atendente de admissão em um necrotério. Em meio aos problemas com o vício e um trauma, ela passa a lidar com situações sobrenaturais. Tais fenômenos são ocasionados pela chegada do cadáver de Hannah Grace, assassinada durante uma tentativa mal-sucedida de exorcismo.

Cadáver: Ritmo ou a falta de

Roteirizado por Brian Sieve, ‘Cadáver’ investe na miscelânea entre os transtornos de ordem psíquica da protagonista e os ataques provocados por uma presença sobrenatural. Entretanto, não o faz de forma engenhosa, inclusive, deixa logo claro para o expectador o poderio da entidade demoníaca que se apossou da jovem morta, isso livre de suspense ou quaisquer dúvidas sobre a veracidade do caso.

No entanto, o filme acerta na escolha e construção de um necrotério hi-tech  como cenário e até desenvolve uma atmosfera sombria crível. Porém, não concilia bem o drama pessoal de Megan com o pavor que deveria ser provocado pelo ser demoníaco e resvala em uma narrativa monótona.

Imagem/Sony Pictures
‘Superação’ em foco

As sequências de terror mais lembram uma mescla de apanhados do gênero, não soam originais e nem mesmo bem construídas. Por vezes, os acontecimentos se relacionam de modo forçado com a ideia de superação idealizada para a protagonista. Aliás, a direção de Van Rooijen não se faz notória e, talvez, isso também tenha dificultado o percurso da atriz principal.

Com uma criatura diabólica que mais parece saída de uma ficção científica, o terceiro ato se destaca por apresentar algumas cenas sofríveis capazes de fragilizar ainda mais a obra. Os 85 minutos de ‘Cadáver’ demonstram que o exorcismo de Hannah Grace não foi a única situação mal resolvida.

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