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Novo começo: Pennywise está de volta em adaptação cinematográfica bem-sucedida

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Sob a direção de Andy Muschietti, a nova adaptação audiovisual de ‘It’ exibe cenas de horror impactantes, porém, permeadas pelo tom de aventura e humor juvenil presente em diversos momentos da narrativa, uma mescla condizente com o universo retratado. O filme também dá ênfase aos traumas vividos pelas personagens dentro de uma perspectiva cruel e bastante realista.

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Wyatt Oleff, Jaeden Lieberher, Finn Wolfhard, Chosen Jacobs, Jaeden Lieberher, Sophia Libis e Jeremy Ray Taylor em foco – Imagem/Warner Bros. Pictures

Ambientada em 1988 e 1989, a trama narra o estranho desaparecimento dos habitantes de Derry, tudo orquestrado por um ser sobrenatural que age sob a forma do palhaço Pennywise. Para enfrentá-lo, sete pré-adolescentes precisarão unir esforços e vencer todas as adversidades da vida para lidar com a criatura perigosa.

Baseada na obra literária homônima de Stephen King, ‘It’ (nome original em inglês) resulta em uma produção audiovisual marcada pelo horror com nuances do subgênero gore, ou seja, o sangue jorra em determinadas sequências e marca a força descomunal do antagonista. Destaque para a emblemática aparição de Pennywise no bueiro, o desenlace é animalesco e se sobrepõe àquilo exibido pelo título da década de 1990.

Com o pé na realidade

A crueldade vai além da figura sobrenatural, a perversidade também se apresenta em cores realistas, como nas representações do bullying sob a forma mais violenta, no nauseante caso de abuso sexual ou até mesmo no perfil devastador de um psicopata em fase de desenvolvimento.

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Imagem/Warner Bros. Pictures

Todavia, tais aspectos tortuosos são balanceados com momentos de descontração juvenil, como o desabrochar do primeiro amor, os desafios divertidos entre amigos ou mesmo por meio dos diálogos cômicos travados entre eles. Por vezes, o tom adotado remete às melhores aventuras dirigidas por Steven Spielberg nos anos de 1980.

Vale ressaltar, trata-se de uma obra com o intuito de retratar o universo juvenil, portanto, existem algumas nuances quase infantis na própria narrativa, o que proporciona um refresco na tensão das cenas estilo jump scare ou na dramaticidade de alguns acontecimentos, além de dialogar com o clima de infância proposto.

Saldo positivo

Conhecido pela direção de Mama (2013), Muschietti agora desenvolve um trabalho com maior consistência e também parece mais dedicado em provocar pavor. O cineasta demonstra novamente o empenho na construção de movimentos corporais diferenciados para as criaturas, algo visível na figura sinistra que remete a pintura ‘O grito’ ou mesmo em determinadas ações de Pennywise.

Se Tim Curry foi reconhecido pelo ótimo desempenho como o vilão nos anos de 1990, neste novo título, Bill Skarsgård também é bem-sucedido e desenvolve um trabalho próprio, mas ainda assim, harmônico com o todo, inclusive, o ator investe no olhar perturbador.

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Imagem/Warner Bros. Pictures

Aliás, todos os integrantes do cast são bem aproveitados e nomes como Jaeden Lieberher, Nicholas Hamilton e Sophia Libis se destacam. Conhecido pelo papel em ‘Stranger Things’, Finn Wolfhard cumpre com o proposto, assim como Jeremy Ray Taylor, Chosen Jacobs, Jack Dilan Graser e Wyatt Oleff.

Para além do medo provocado por figuras sobrenaturais, o filme propõe um olhar sobre a monstruosidade humana, algo bem conduzido por Muschietti. ‘It – A Coisa’ assusta, diverte e prova mais uma vez que o ‘despertar’ de uma nova franquia pode render uma grata surpresa e que venham as sequências! Recomendo.

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